ARTIGO ESCRITO por Vagner F. Martin.

29 de março

Há algum tempo venho observando os resultados nos campeonatos brasileiros, principalmente dos canários de porte. As mais variadas raças, com os mais variados tamanhos, posições, desenhos.

Em algumas raças, a qualidade é tanta que pequenos detalhes definem um canário campeão do segundo lugar. Detalhes como acabamento, limpeza, milímetros no tamanho, etc. tem feito à diferença na classificação.

Recentemente, navegando nas redes sociais, pude ver fotos de canários campeões mundiais na Europa. Não pude deixar de notar que lá, as gaiolas variam conforme a raça, assim como a bitola e posição dos poleiros. A priori, pensei que fosse alguma forma de selecionar por raça, ou algum outro motivo qualquer, porém, ao ler o manual OBJO, pude repara que cada raça tem o seu padrão de gaiolas, diâmetro e posição de poleiro ideal. Foi ai, então, que pude entender que isso poderia realmente fazer a diferença durante a apresentação dos pássaros, uma vez que, canários com pés menores ou que tenham que fazer posição (Gibber, Scoth, Muchener, Hoso Japonês, Raça Espanhola, dentre outros) possam ter alguma facilidade de apresentarem-se com um poleiro dentro do padrão pré-estabelecido.

Como exemplo, para a raça Yorkshire, o manual estipula como padrão “Gaiola: Tipo Multiuso com 2 poleiros ovais com diâmetro de 14 mm, sendo um posicionado mais alto.” Frisado do Sul – “Gaiola: Tipo Tunel ou multiuso com 2 poleiros redondos de 12 mm de diâmetro, sendo um posicionado mais alto.” Scoth Fancy – “Gaiola: Tipo Multiuso com 2 poleiros redondos com diâmetro de 12 mm alinhados e afastados 10 cm entre si.”

Abaixo, fotos das gaiolas usadas no Brasileiro:

Fotos comparativas com as gaiolas utilizadas no campeonato Europeu:

Nessa foto, podemos observar o formato oval do poleiro, além da posição diferenciada.

O campeonato brasileiro é o maior do mundo em quantidade de canários e metros quadrados, sem falar na grande facilidade que nos é proporcionado pelo fato de termos uma excelente estrutura para campeonatos e eventos, mas será que esse investimento não ajudaria a melhorar ainda mais a apresentação dos nossos canários? 

Estamos sempre tentando chegar na qualidade técnica dos europeus, mas estamos usando os instrumentos errados. Acredito que, ao menos a bitola e a posição dos poleiros, deveriam ser observadas segundo diz o Manual, respeitando as necessidades de cada raça. Fica a sugestão de um apaixonado pela canaricultura que acredita que todo detalhe faz a diferença. 

Redes Sociais